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O “ganhar” e o “perder” nas eleições de outubro

Depois da enxurrada dos jogos de futebol da Copa, emocionantes e de alto nível, voltamos às emoções das partidas dos vários grupos dos campeonatos nacionais.

Quase todos os dias e noites, em estádios crescentemente vazios e nos sofás diante de nossas tevês, cá estamos nós – idosos, adultos, jovens e crianças, homens e mulheres – não somente vendo, apreciando, como “torcendo”, querendo trazer para nossa emoção o “gostoso” da vitória, que, objetivamente, não é nossa, mas dos onze jogadores.

Ao “vestir a camisa”, seja do Brasil ou do time querido, apropriamo-nos visceralmente das emoções de vitória e derrota que constituem a essência, a substância do “ser lúdico”. De centro de nossas emoções infantis, a brincadeira do jogo se faz base de nossa identidade, nos ensina a ser a favor ou contra alguma coisa, a gostar ou não gostar de uma cor, de um nome, de um grupo social, até o fim de nossas vidas.

Entretanto, à medida em que amadurecemos, nos tornamos adultos de corpo e de relações, as brincadeiras vão dando lugar à vida séria e o “ganhar e perder” toma novas dimensões, independentes de jogos e disputas entre seres e grupos, num movimento de interiorização e de tomada de decisões – realidades bem mais amplas e que nos tornam mais humanos e divinos.

Desafios como vencer nossos egoísmos, nossas preguiças, nossas discriminações, nos convencem a concluir que não só ganhamos e perdemos em jogos e brinquedos; o bem e o mal passam a ser escolhas e não mais frutos de “sorte, azar, força, esperteza, técnica, tática ou torcida”.

Pensemos agora no 7 de outubro que se aproxima. As eleições são um jogo, uma partida entre “candidatos ou partidos”?  Evidentemente, se há menos vagas que pretendentes, haverá ganhadores e perdedores. Mas, a semelhança das eleições com o jogo é muito menor.

Ela é mais parecida com a educação – feita de projetos e de processos. Se meu projeto é ser médico, preciso encarar os processos que me levam a esta profissão: sensibilidade para com os limites do corpo, muito estudo, muita prática e só no final o diploma, a profissão. Um cargo político, de poder executivo ou legislativo, se traduz em projetos para meu município, meu estado, meu país. Exemplo: como educador, sonho com uma sociedade onde o professor não precise acumular cargos para prover sua subsistência.

Este é um de meus projetos para 7 de outubro. Que candidatos pensam como eu? O que eles se propõem fazer para chegar a esta realidade? Chegam as eleições. Meu candidato a parlamentar foi eleito? Isso significa que eu “ganhei” a eleição? Ele ter ganho o cargo não transfere a vitória para mim: ela só me chegará se o projeto dele e meu se tornarem realidade.  Bem como na educação. Se os objetivos se alcançam, vão se construindo as vitórias. Mas, muita atenção!

No jogo, a vitória de um se deve à derrota de outro. Na política e na educação, as vitórias e derrotas são de todos!

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Boletim Informativo dos Funcionários da Educação Básica.

Responsável: professormonlevade@gmail.com

Author: Thiciane Diniz

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1 Comentário

  1. A verdade é que sempre temos perdido ao dar o voto de confiança, na esperança de que se cumpra o que foi prometido publicamente. Nas próximas campanhas para eleições não será diferente. Todos lideres políticos e de associação e de sindicatos fazem o mesmo, no entanto, somente eles e que saem ganhando, mesmo sem honrar os servidores da categoria. Vote nulo, isto é, 000+tecla verde para confirmar seu repúdio.

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